
A Copa do Mundo chegou ao fim e já está deixando saudades.
Pensando nisso, queremos saber…
Qual momento você mais comemorou na Copa?

⚠️ Isso aqui não vai ficar disponível pra sempre (nem o desconto, nem a Copa)!
🔥 Garanta sua assinatura do Estadão com condição exclusiva antes que acabe. Clique aqui e assine.

O título mais merecido da Copa
Espanha domina partida, perde muitas chances, mas vence a Argentina na prorrogação e conquista a segunda estrela no peito.

(Imagem: AP)
Merecimento e justiça muitas vezes são palavras que não combinam com o futebol, ou pelo menos não se fazem presentes em todas as decisões do esporte mais amado do planeta.
Ontem foi diferente. E que bom que foi.
Não porque a Argentina perdeu — claro que isso conta bastante, risos —, mas sim pelo fato de que poucas vezes vimos uma decisão de Mundial tão desequilibrada: foram 20 finalizações espanholas contra apenas três da Argentina.
A Albiceleste, inclusive, não acertou um único chute no gol durante toda a decisão. Em mais de 90 anos de Copa do Mundo, isso havia acontecido apenas outras duas vezes — curiosamente, também com a Argentina, nas finais de 1990 e 2014.
Apenas um time quis jogar
Desde o primeiro minuto, ficou claro que as duas seleções tinham planos completamente diferentes.
A Espanha entrou em campo para fazer aquilo que sabe melhor: controlar a posse, circular a bola e construir oportunidades de gol.
A Argentina parecia preocupada apenas em sobreviver.
Scaloni baixou as linhas, congestionou a entrada da área e apostou que alguma genialidade de Lionel Messi resolveria a partida.
Não resolveu.
Desde os primeiros minutos, a diferença de propostas ficou evidente. A Espanha teve 65% de posse de bola, circulou com tranquilidade entre as linhas argentinas e empurrou o adversário para perto da própria área.
A Argentina, por outro lado, nada produziu.
Messi teve apenas um toque na bola nos primeiros 15 minutos — justamente na saída de jogo. Aos 39 anos, em sua última partida de Copa do Mundo, o camisa #10 permaneceu isolado enquanto seus companheiros corriam atrás dos espanhóis.
Sem conseguir competir tecnicamente, a Argentina passou a recorrer às faltas.
Mac Allister acertou Dani Olmo logo no início do jogo.
Tagliafico sofreu para acompanhar Yamal e apelou para uma entrada duríssima por trás.
No segundo tempo, Paredes seguiu à risca a cartilha argentina.
Depois de lançar Cubarsí no alto com uma entrada completamente desproporcional, Enzo Fernández recebeu o cartão vermelho, deixando a Argentina com dez jogadores ainda antes da prorrogação.

(Imagem: Getty Images)
A partir dali, a sensação era inevitável.
O gol da Fúria era questão de tempo.
E saiu.
Nico Williams aproveitou o rebote de Dibu Martínez para mandar a bola para o fundo da rede. Mas o juiz decidiu anular o gol por uma falta muito discutível — para dizer o mínimo — em Otamendi.
Só que minutos depois não teve como invalidar.
Ferran Torres, que havia começado no banco, recebeu dentro da área e finalizou para marcar o gol da vitória e coroar a melhor seleção do planeta.
Assim como Iniesta em 2010, um espanhol marcou na prorrogação o gol de uma final vencida por 1 a 0 contra um adversário com dez jogadores. Era o destino.

(Imagem: AP)
A Argentina até tentou nos poucos minutos que lhe restava, mas o estrago já estava feito. Uma atuação muito aquém de uma equipe tricampeã mundial.
Para ficar ainda pior, Paredes empurrou e pegou Eric García pelo pescoço (veja aqui). Tudo isso depois que o argentino Molina tentou acertar um soco num outro espanhol (veja aqui). Apenas um retrato do que foi esta seleção no Metlife Stadium.
Enquanto isso, Messi sentou no gramado atônito, tentando assimilar que aquele era o fim. Por incrível que pareça, na sua melhor Copa do Mundo de todas as seis disputadas, o fim seria uma medalha de prata no peito.

(Imagem: Hector Vivas | FIFA via Getty Images)
Quis o destino que sua história em Mundiais terminasse com o mesmo roteiro de Maradona: em uma edição disputada nos Estados Unidos.
Espanha, o novo país do futebol?
O segundo título mundial masculino é apenas a parte mais visível de um trabalho muito maior.
A Espanha é, hoje, a grande potência do futebol mundial.
A seleção masculina é simultaneamente campeã da Copa do Mundo, da Eurocopa, da Nations League e dos Jogos Olímpicos. Nenhum outro país conseguiu reunir esses quatro títulos ao mesmo tempo.
No feminino, o domínio também impressiona.
A Espanha conquistou a Copa do Mundo de 2023 e as duas últimas edições da Nations League. Isso significa que, pela primeira vez, um mesmo país possui os títulos mundiais masculino e feminino ao mesmo tempo.
Para se ter ideia do domínio espanhol no futebol, foram 16 conquistas internacionais entre as categorias de base e as seleções principais nos últimos cinco anos.
Não é acaso.
É consequência de investimento, metodologia e uma identidade de jogo que começa nos times juvenis e chega à equipe principal.

(Imagem: Bleacher Report | Reprodução)
Luis de la Fuente é o símbolo desse processo. Antes de assumir a seleção principal, passou anos trabalhando nas categorias inferiores e ajudando a formar muitos dos jogadores que agora são campeões mundiais.
A campanha de 2026 traduz esse projeto.
Foram sete vitórias e um empate em oito jogos, 14 gols marcados e apenas um sofrido.
A Espanha passou sete partidas sem ser vazada, algo que nenhuma campeã havia conseguido.
A Espanha tornou-se a primeira seleção da história a disputar uma Copa com pelo menos seis jogos sem passar um único minuto atrás no placar.
A Espanha tornou-se a seleção com a maior sequência de invencibilidade da história, com 38 jogos consecutivos sem nenhuma derrota.
A Argentina chegou à final sustentada por raça, experiência e pela capacidade de sobreviver.
Já a Espanha chegou com algo ainda mais poderoso: um sistema.
Ontem, não foi apenas uma geração de jovens talentos que venceu.
Foi um país inteiro mostrando que, neste século, ninguém tem trabalhado o futebol de maneira tão eficiente no mundo quanto a Espanha.

Seu pai te ensinou a torcer. Que tal retribuir?
Pode ser o primeiro jogo no estádio, a frase que ele repetia quando o time perdia, o jeito dele comemorar ou fingir que não está nervoso: todo pai tem uma história com o esporte.
E essa história, no fundo, é sobre muito mais do que futebol: é sobre paixão genuína.
Clicando aqui, o Magalu te ajuda a encontrar o presente perfeito pra acompanhar esse paizão com até 60% de desconto, entrega rápida e frete grátis em algumas regiões. Presenteie seu pai aqui.

Inacreditável
O argentino Emiliano Martínez tornou-se o goleiro com mais defesas em uma final de Copa do Mundo de todos os tempos (11). Para se ter ideia, Dibu precisou fazer mais defesas contra a Espanha do que Unai Simón em todos os jogos da Copa do Mundo. (Aprofunde)
Merecido?
Líder de passes certos na história de uma edição de Copa do Mundo, o meia espanhol Rodri foi escolhido o melhor jogador da competição. Seu compatriota Cubarsi ficou com o título de ‘Melhor Revelação’, enquanto Mbappé conquistou a Chuteira de Ouro pela 2ª vez. (Aprofunde)
Feriado do vice?
O presidente da Argentina, Javier Milei, informou que irá decretar feriado nacional caso os jogadores e a comissão técnica tenham a intenção de comemorar o vice-campeonato com a população nessa segunda-feira. (Aprofunde)
Ney homenageado
Autor do gol invalidado pela arbitragem, o atacante espanhol Nico Williams dedicou o título mundial também a Neymar — “Tenho como ídolo Neymar, espero que ele esteja nos vendo, isso também é por ele”. (Aprofunde)
Deschamps sai pelos fundos?
Após o seu último jogo no comando da seleção francesa, Didier Deschamps disse que sua decisão de deixar os Bleus depois de 14 anos se deu por conta de um “ambiente insustentável” que se construiu em relação a ele dentro da equipe. O treinador campeão do mundo em 2018 disse que colocou a França acima dele. (Aprofunde)
Prometeu, tem que cumprir
Antes do início da Copa do Mundo, o lateral espanhol Cucurella disse que tatuaria o rosto do técnico Luis de la Fuente caso a Espanha fosse campeã da Copa do Mundo. Após o jogo de ontem, o jogador deixou claro que vai cumprir a promessa. De acordo com Cucurella, agora só falta decidir o lugar do corpo que vai fazer a tatuagem. (Aprofunde)







Qual foi a última vez que você jogou uma pelada?
Se você pensou muito para responder, talvez o trabalho esteja tomando tempo demais.
Emitir nota fiscal, pagar imposto, assinar documentos… E, de repente, o sextou virou hora extra. De novo.
A Contabilizei surgiu para facilitar essa rotina. Ela cuida de toda a burocracia – das notas fiscais aos impostos – e ainda oferece benefícios para a sua saúde e conta PJ. Assim, você também destrava tempo para tomar uma breja ou jogar bola no fim do dia.

Tentamos até o final dar o nosso melhor. Esse lugar é maravilhoso. Para seguir, se necessita de um monte de coisas. Principalmente voltar a formar um grupo como este, que dificilmente se volta a formar. Me dói a alma. Desculpe…


Como dizia Galvão Buenos: “É, amigos. Terminou…”
Sempre aguardamos longos quatro anos por este momento. Quando ele chega, a mistura da alegria com a emoção de acompanhar tudo sobre o maior evento esportivo do planeta parece fazer com que tudo passe num piscar de olhos.
Mas este ano foi diferente. Não porque não tenha passado rápido — e como passou —, mas porque pudemos vivenciar e respirar o Mundial de uma forma diferente.
Foram 50 edições diárias. Manhãs, tardes, noites e muitas madrugadas curando as principais curiosidades e escrevendo as melhores histórias para que você pudesse estar por dentro de simplesmente tudo.
Tudo pensando para te deixar bem e informado, como é o nosso compromisso. Se você gostou, conte para a gente aqui.
O hexa não veio. Caímos mais cedo do que esperávamos e gostaríamos. Mas isso em nada apaga a maior e — por que não? — melhor Copa do Mundo de todos os tempos.
Deixamos aqui o nosso sincero obrigado por estar aqui conosco todos os dias, de domingo a domingo.
Enquanto a próxima não chega, seguimos aqui, firmes.
Agora, voltamos a programação normal, aquela que você já está acostumado. Edições segundas, quartas e sextas, sempre às 09h09. Mas quem sabe não vem novidade por aí logo, logo…
Futebol, NBA, NFL, F1, Vôlei, UFC e por aí vai. De apaixonado para apaixonado por esportes. Com a nossa qualidade e aquela pitada de resenha que você já está pra lá de acostumado.
Vamos nessa!!!
Obrigado, Copa do Mundo!!!
Até 2030.

Chegou a hora de te ouvir. Vote na enquete abaixo e, na sequência, deixe seus comentários, pitacos e críticas.
O que você achou da edição de hoje?
powered by




