

Você piscou e, acredite, a Copa do Mundo concluiu ontem o seu 10° dia. Pensando nisso…
Qual o melhor jogo do Mundial até aqui?



Nunca foi tão fácil fazer gols em Copas do Mundo?
Mundial deste ano ultrapassa marca de 100 gols em menor número de jogos em quase 70 anos

(Imagem: Reuters)
A Copa do Mundo de 2026 mal começou e já tem produzido números dignos do modo carreira do FIFA.
O primeiro gol de Gakpo na vitória da Holanda por 5 a 1 sobre a Suécia foi o centésimo da competição. O detalhe é que ele aconteceu apenas no 33º jogo do torneio, tornando esta a Copa mais rápida a alcançar a marca de 100 gols desde 1958.
Para encontrar um Mundial ainda mais “acelerado”, é preciso voltar até 1954, na Suíça, quando os três dígitos foram atingidos em apenas 20 partidas.

(Imagem: BBC)
A média do Mundial até o momento é de 3,03 gols por jogo, a maior em 60 anos. Se mantiver esse ritmo, a Copa de 2026 vai terminar com mais de 300 gols. Para se ter ideia, apenas dois dos 36 jogos terminaram sem gols até aqui nesta edição.
Mas qual a razão para tantas bolas na rede?
Uma das principais suspeitas atende pelo nome de Trionda.
A nova bola desenvolvida pela Adidas tem apenas quatro painéis termicamente unidos — o menor número já utilizado em uma Copa do Mundo e 5x menos do que a bola do Catar em 2022.
Na prática, a mudança altera a aerodinâmica e pode tornar o comportamento da bola mais imprevisível para os goleiros. Pelo menos é o que os números indicam.
Já foram mais de 10 gols marcados de fora da área, incluindo o chute de aproximadamente 30 metros de Mbappé contra Senegal e o primeiro gol de Messi diante da Argélia.
Houve também diversos lances em que goleiros falharam ao julgar desvios ou a velocidade da trajetória.
O curioso é que a média de chutes de fora da área por partida é extremamente baixa (9,3), o segundo menor desde o Mundial de 1966.
Quem trouxe essa discussão à tona foi o ex-goleiro inglês Joe Hart, atualmente como comentarista da BBC. Ele chegou a afirmar que a bola parece acelerar mais rapidamente do que os arqueiros esperam.
A teoria lembra imediatamente a Jabulani de 2010, talvez a bola mais polêmica da história recente das Copas. Mas a Trionda provavelmente não explica tudo.
Altitude alta: Várias partidas estão sendo disputadas em cidades de altitude alta. Em locais assim, o ar é mais rarefeito, oferecendo menor resistência. O resultado é uma bola que viaja mais rápido e percorre distâncias maiores.
Calor: O desgaste físico parece evidente nos minutos finais das partidas devido a fortes temperaturas do verão norte-americano. Dos 109 gols marcados até agora, 31 aconteceram no último quarto de jogo (minuto 76 em diante). Isso representa 28% de todos os gols do torneio, uma proporção que caminha para ser a maior desde 2014.
Talvez seja a bola. Talvez seja a altitude. Talvez seja o calor.
Ou talvez seja a combinação de tudo isso.
O que já sabemos é que os goleiros têm sofrido, os atacantes têm agradecido e os torcedores têm assistido a uma das Copas mais ofensivas das últimas décadas.

Laranja mecânica invencível?
Após o empate por 2 a 2 na primeira rodada contra o Japão, a Holanda não tomou conhecimento e goleou a Suécia por 5 a 1, com Gakpo e Brobbey marcando dois gols cada. Com o resultado, a Holanda alcançou a marca de 14 partidas consecutivas em Copas do Mundo sem perder. Essa já é a maior sequência de invencibilidade da história das Copas, superando o Brasil de 1958 a 1966 (13 jogos). A última derrota dos holandeses foi na final do Mundial de 2010, para a Espanha. (Aprofunde)
De virada é mais gostoso
A Alemanha sofreu, mas conseguiu vencer a Costa do Marfim com uma virada aos 89 minutos de jogo. Responsável por garantir a vitória com dois gols marcados, o atacante Deniz Undav tem uma história curiosa. Ele se profissionalizou apenas aos 23 anos. Hoje, seis anos depois, é aclamado pela torcida alemã. Com a vitória, a Alemanha se tornou a 3ª seleção a garantir uma vaga nos 16 avos, além de voltar a uma fase de mata-mata de Copa do Mundo pela primeira vez em 12 anos. (Aprofunde)
Já é para ficar com medo?
No milésimo jogo das Copas do Mundo, o Japão fez mais uma grande partida ao golear a seleção da Tunísia por 4 a 0. O destaque da partida foi Ueda, com dois gols. Com o resultado, os japoneses deixaram muito bem encaminhada sua classificação para a fase de 16 avos, a qual pode ter o Brasil como adversário. (Aprofunde)
Sem previsão de volta
Exames realizados ontem constataram lesão muscular na coxa direita de Raphinha. Embora a CBF não tenha colocado uma previsão de retorno, uma apuração do ge indicou que a expectativa é contar com o atacante para as oitavas de final. Esta é a 4ª lesão na região da coxa sofrida pelo jogador no último ano. (Aprofunde)
Curaçao faz história
A seleção da ilha caribenha de pouco mais de 150 mil habitantes se tornou o 74º país a somar pelo menos um ponto na história das Copas do Mundo. O feito veio após o empate heroico da equipe por 0 a 0 contra o Equador. (Aprofunde)
Dor de cabeça alemã
Titular da Alemanha, o zagueiro Schlotterbeck foi substituído no intervalo do jogo contra a Costa do Marfim por conta de dores no joelho. O jogador corre risco de lesão ligamentar e pode, inclusive, ser cortado da Copa. (Aprofunde)
O Bruxo está de volta
Mais um rolê aleatório para a conta. Com 46 anos, Ronaldinho Gaúcho foi anunciado como novo reforço do Ravenna, da terceira divisão italiana. O vice-presidente do clube, Ariedo Braida, deu a entender que o acordo tem um forte apelo comercial, embora não tenha descartado a presença de Ronaldinho atuando nos gramados. (Aprofunde)
Portugal em crise?
Grande parte dos torcedores portugueses têm criticado João Neves após o meia do PSG afirmar que Cristiano Ronaldo é apenas "mais um jogador da equipe que ajuda o grupo, exatamente como os demais". Bruno Fernandes saiu em defesa de João Neves, e ambos têm sido cobrados pela torcida, que exige mais respeito a CR7. (Aprofunde)



Desse jeito que está jogando quando a gente enfrentar seleções mais fortes, principalmente, menores, montadas taticamente… O Brasil tá muito vulnerável na marcação e pouquíssima criatividade. Enfrentamos uma seleção fraquíssima e fizemos uns gols assim [...] Que não vai fazer contra outras seleções.


Depois de sofrer sete gols na estreia da Copa do Mundo contra a Alemanha, Eloy Room fez história nesse sábado.
O goleiro de Curaçao fez 15 defesas na partida contra o Equador. Com isso, ele se tornou o goleiro com mais defesas em um jogo com tempo regulamentar na história da Copa, superando o peruano Ramón Quiroga, que defendeu 13 finalizações no empate em 0 a 0 do Peru com a Holanda em 1978.

(Imagem: Reuters)
Ao todo, o curaçauense só fica atrás do americano Tim Howard, que fez 16 defesas contra a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2014, partida que teve prorrogação.
Destaque da partida, Eloy Room mais do que quintuplicou o número de seus seguidores no Instagram após campanha da CazéTV, ultrapassando os 800 mil.(Aprofunde)

Opinião de vocês na última enquete “qual foi o destaque do Brasil contra o Haiti?”:
“Nenhum. Falar em destaque porque venceu o Haiti pelo largo placar de 3x0, só pode ser ironia. Esse time do Haiti perdeu de 5 para Curaçao.”
“Jogou com raça e deu mobilidade a equipe. Merece a titularidade, Matheus Cunha!”
“O Vini continua sendo o melhor da seleção ”
“Douglas Santos tem sido um jogador mais regular. Marca bem. Não erra passes. É brigador.”

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