
A primeira rodada da fase de grupos já está chegando ao fim e, com ela, já tivemos muitas surpresas e decepções. Por isso…



A seleção diminui seus jovens talentos?
Endrick e Rayan no banco geram críticas e dúvidas em relação ao tratamento da equipe brasileira com os mais novos

(Imagem: Marc Atkins | Getty Images)
A estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo deixou um questionamento entre torcedores, comentaristas e até parte da imprensa internacional: por que Ancelotti não colocou Endrick em campo?
A atuação pouco inspirada no empate contra o Marrocos já havia gerado críticas por si só. Mas elas aumentaram quando, do outro lado, um jovem de apenas 18 anos roubou a cena.
O nome dele é Ayyoub Bouaddi. Com liberdade para circular pelo campo, o meia registrou 87 toques na bola — mais do que qualquer outro jogador marroquino — e ajudou a transformar o lado direito do ataque em uma dor de cabeça constante para o Brasil.
A atuação chamou tanta atenção que gigantes europeus como Arsenal, Liverpool, Real Madrid e PSG já parecem demonstrar interesse no jovem prodígio do Lille.
Enquanto Bouaddi comandava o meio-campo marroquino, Endrick e Rayan assistiam à partida do banco — e talvez seja justamente por isso que o assunto tenha gerado tanta repercussão no Brasil.
Ao longo de sua história, a Seleção acostumou o torcedor a ver seus maiores craques surgirem cedo.
Pelé foi campeão do mundo aos 17 anos;
Ronaldo Fenômeno disputou sua primeira Copa aos 17 anos;
Ronaldinho Gaúcho foi fundamental na conquista do penta aos 22 anos;
Neymar assumiu protagonismo na Seleção antes mesmo dos 21 anos.
Em outras palavras: o brasileiro cresceu vendo jovens talentos receberem espaço cedo na equipe nacional. Por isso, quando uma geração promissora fica no banco enquanto um garoto da mesma idade decide o jogo do outro lado, a comparação acaba sendo inevitável.
Essa situação reacendeu um debate que acompanha a Seleção desde a convocação. Afinal, o Brasil chega aos Estados Unidos mais velho do que há quatro anos.
A média de idade do elenco convocado por Ancelotti é de 28,6 anos, acima dos 27,8 registrados no Mundial de 2022. No total, +40% do grupo está acima dos 30 anos.

(Imagem: Folha de S. Paulo)
O dado chama ainda mais atenção quando comparado ao restante do torneio. Entre os 1.248 jogadores presentes na Copa, a média de idade é de 27,6 anos.
Na prática, o Brasil possui o oitavo elenco mais velho da competição, cerca de um ano acima da média geral.
Isso não significa, necessariamente, um problema. A experiência costuma ter peso enorme em torneios curtos. A própria 🇦🇷 Argentina, atual campeã, chega com média semelhante: 28,6 anos.
Mas a tendência entre outras favoritas parece apontar para um equilíbrio maior entre juventude e rodagem.
A 🇪🇸 Espanha, considerada uma das principais candidatas ao título, possui o 6° elenco mais jovem, com média de apenas 26,2 anos. O plantel de Luis de la Fuente é construído ao redor de jovens como Lamine Yamal, Gavi, Pedri e Nico Williams.
🇫🇷 França (26,5) e 🏴 Inglaterra (26,6) seguem caminho parecido, apostando em novas gerações sem abrir mão de lideranças experientes.
Até 🇵🇹 Portugal, que ainda conta com Cristiano Ronaldo aos 41 anos, leva cinco jogadores com menos de 23 anos no elenco.
É cedo para concluir se Ancelotti está certo ou errado. Mas a estreia deixou uma impressão difícil de ignorar: enquanto várias candidatas ao título abraçam seus jovens talentos, o Brasil parece seguir olhando mais para a experiência do que para o futuro.

O primeiro protagonista da Copa tinha que ser brasileiro
Teorias que ligam “Os Simpsons” a previsões do futuro voltaram a ganhar força nas redes sociais, mas desta vez envolvendo os jogos. Os brasileiros estão torcendo para que elas estejam erradas, já que uma dessas previsões aponta Portugal como campeão.
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Todo dia um novo 7×1
Traumas do passado… A Alemanha não teve dó nem piedade da estreante Curaçao e venceu a partida por 7 a 1. Os gols foram marcados por Nmecha, Schlotterbeck, Havertz (2x), Musiala, Brown e Undav. Com a goleada, a Alemanha ultrapassou o Brasil como maior goleada da história dos Mundiais. Já do lado de Curaçao, Comenencia fez história ao marcar o primeiro gol da história do país em Copas do Mundo. (Aprofunde)
Um show de futebol em Dallas
Holanda e Japão protagonizaram a melhor partida da Copa do Mundo até aqui. Apesar de um primeiro tempo sem tantos sustos, a segunda etapa valeu o ingresso dos torcedores presentes. Os holandeses venciam até os 89 minutos de jogo, quando Kamada garantiu o empate por 2 a 2. Além de um ponto na tabela, o empate garante a invencibilidade japonesa de 9 jogos contra seleções europeias (Aprofunde)
Nos últimos instantes
A Costa do Marfim contou com a sorte de três bolas do Equador terem parado na trave para vencer a primeira nesta Copa. Vitória por 1 a 0 para cima dos equatorianos, com direito a gol do craque Dialo no finalzinho da partida. A vitória põe fim à invencibilidade de 19 jogos do Equador. (Aprofunde)
Famoso “perrengue chique”
A seleção uruguaia desembarcou em Miami pouco menos de 24h antes do horário da partida de hoje à noite contra a Arábia Saudita. A razão da demora se deve a um erro na documentação, atrasando em mais de três horas a saída da delegação de Cancún rumo aos EUA. (Aprofunde)
Avassaladora
A Suécia mostrou que seu poderio ofensivo pode ser uma das grandes armas na Copa do Mundo. Com direito a bela atuação e dois gols da dupla Gyökeres e Isak, os suecos passaram por cima da equipe da Tunísia: vitória por 5 a 1. A Suécia é uma possível adversária brasileira nos 16 avos. (Aprofunde)
A novela Neymar
O atacante brasileiro é esperado para voltar aos treinamentos em campo nesta semana. Contudo, sua disponibilidade para atuar contra a equipe do Haiti, na sexta-feira, é considerada improvável. O camisa 10 da Seleção está há praticamente um mês afastado dos gramados. (Aprofunde)

O bicampeão mundial Uruguai estreia hoje na Copa do Mundo contra a Arábia Saudita.
A seleção, que levantou a taça em 1930 e 1950, tenta acabar com um jejum de 76 anos em busca do tri.
Com nomes como Valverde, Arrascaeta e Darwin Núñez, veja como joga a equipe de Marcelo Bielsa:


Diallo faz o gol da vitória aos 90 minutos; Elenco de Curaçao comemora gol contra a Alemanha; Kamada empata contra a Holanda aos 89 minutos; Isak marca contra a Tunísia

Colocaram pressão muito alta quando estavam atrás. Antes não estavam fazendo. Acho que estavam com medo. São muito bons defensivamente, fizeram dois gols. É uma pena. O escanteio houve um desvio. Foi um azar o 2 a 2.



(Imagem: Reprodução)
Você sabia que a seleção de Marrocos foi a primeira equipe a finalizar mais do que o Brasil desde as quartas da Copa do Mundo de 2006?
Naquela ocasião, a França teve 13 finalizações contra 10 do Brasil. No sábado, os marroquinos chutaram 14 vezes, enquanto a Seleção Brasileira teve 12 chutes.
Isso acabou com uma sequência de 22 jogos consecutivos da Seleção Brasileira finalizando mais que seus adversários na Copa do Mundo.

Mensagens dos nossos leitores lá no canal do Instagram sobre Copa do Mundo (para entrar, só clicar aqui):
“Não existe seleção fraca, me arrisco a dizer que essa é a copa mais difícil”
“Que jogaço (Japão x Holanda), meus amigos. Coitado do Brasil quando enfrentar uma delas na próxima fase.”
“Sinceramente, jogando a bolinha que jogou sábado (Brasil x Marrocos), não tem chance (de vencer Holanda ou Japão na próxima fase). Tem que golear Haiti e Escócia para ganhar confiança.”

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