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A Argentina venceu mais uma vez — com outra virada espetacular — e está na final da Copa do Mundo.

Nós sabemos que a maioria dos brasileiros vai torcer para a Espanha na grande decisão, mas e se você recebesse uma proposta?

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A seleção que se recusa a morrer

Argentina repete triunfo de 40 anos atrás, bate a Inglaterra com virada épica e vai à terceira final de Copa do Mundo em 12 anos.

(Imagem: AP)

Esqueça o clubismo por um momento.

Deixe de lado o fato de que você, assim como a imensa maioria dos brasileiros, deseja que a Argentina perca até na disputa do “cara ou coroa” quando o assunto é futebol.

Pare e olhe para a história que eles têm escrito neste Mundial.

A Argentina é a atual campeã do mundo. Nas últimas edições, nos acostumamos a ver as equipes campeãs passando vergonha nas Copas seguintes (a França em 2022 foi a única exceção).

Eles não têm o melhor time, o melhor plantel. Messi já está a passos largos de encerrar a carreira e — convenhamos — não precisa provar mais nada para ninguém.

Mesmo assim, esta seleção comandada pelos “Lioneis” Messi e Scaloni possui uma garra invejável, daquela que qualquer um de nós gostaria de ver nos 26 jogadores que vestem a camisa canarinho.

Sede de vencer. De lutar. De combater. O resultado disso não poderia ser diferente…

A Argentina está novamente na final da Copa do Mundo.

(Imagem: AP)

Não porque tenha apresentado o futebol mais dominante do torneio. Nem porque tenha controlado todos os adversários com facilidade. Muito, mas muito pelo contrário.

Eles chegaram à decisão sofrendo, reagindo e encontrando forças quando parecia não haver mais saída. Foi assim em toda a fase mata-mata. Ontem, obviamente, não seria diferente.

O primeiro tempo contra os ingleses foi tenso, físico e quase sem futebol. As equipes somaram 19 faltas e apenas três finalizações. A Inglaterra conseguiu neutralizar Lionel Messi, que perdeu a posse 15 vezes — seu maior número em um primeiro tempo nos últimos dois Mundiais.

  • Das 36 conduções realizadas pelo camisa #10, somente duas foram progressivas para mais de cinco metros. Sem espaço para acelerar ou encontrar os companheiros entre as linhas, Messi parecia distante da partida.

Só que o cenário do jogo mudou completamente aos 9’ do 2° tempo.

Anthony Gordon encontrou um belo cruzamento para abrir o placar para a Inglaterra. Depois do gol, a equipe de Thomas Tuchel repetiu uma estratégia que já havia funcionado contra México e Noruega: recuou, fechou a área e passou a proteger a vantagem.

Só que, desta vez, os ingleses não estavam jogando contra o México ou a Noruega. O adversário era simplesmente um tricampeão mundial.

Tuchel provavelmente não viu o que aconteceu no dia anterior em Dallas. A Espanha poderia ter feito o mesmo com os franceses, mas não. Preferiu ter a bola, controlar o ritmo de jogo e não dar qualquer chance para os Bleus.

A Inglaterra deu a bola aos argentinos, e a bola os mandou de volta para Londres.

Entre o gol de Gordon, aos 55 minutos, e o gol da vitória argentina, aos 92, os ingleses tiveram apenas 12% de posse de bola. A Argentina controlou os outros 88%, empurrou o adversário para dentro da própria área e transformou a semifinal em um duelo entre ataque e defesa.

Com mais liberdade, Messi passou a ocupar seus espaços favoritos, especialmente pelos lados do campo. A baixa estatura média da Albiceleste — quase oito centímetros inferior à inglesa — não impediu a Argentina de insistir nos cruzamentos e nas infiltrações.

A pressão parecia interminável.

Estava na cara. Uma hora a bola ia entrar.

Dito e feito.

Aos 85’, Messi encontrou Enzo Fernández, que acertou um chute espetacular de fora da área e empatou a partida.

A Inglaterra sentiu o golpe. A “Scaloneta” sentiu o cheiro de sangue.

Era questão de tempo.

Aos 92’, mais uma vez Messi apareceu para salvar os hermanos. O camisa #10 levantou a bola na área e encontrou Lautaro Martínez, que saiu do banco para cabecear para o gol e garantir a virada.

(Imagem: AP)

Em apenas sete minutos, a Inglaterra saiu de uma iminente final depois de 60 anos para mais uma eliminação dolorosa por 2 a 1.

  • Podemos chamá-los de amarelões?” Neste século, apenas duas vezes uma seleção levou a virada em uma semifinal de Copa do Mundo: a Inglaterra contra a Croácia, em 2018, e a própria Inglaterra diante da Argentina, em 2026.

E quanto a Harry Kane e Jude Bellingham? Nem sinal deles…

Enquanto isso, a mística argentina é outra

Dos 19 gols argentinos na competição, 12 foram marcados depois dos 30 minutos do 2° tempo, sendo cinco destes nas viradas contra Egito e Inglaterra.

O líder de tudo isso nem precisamos escrever o nome dele né…

As duas assistências de ontem levaram o Messi a 12 passes para gol em Copas do Mundo — recorde na história do torneio — sendo que 10 deles aconteceram em partidas eliminatórias.

Quatro anos atrás, sua história parecia completa. Ele havia finalmente levantado a Copa e encerrado a discussão sobre seu lugar entre os maiores da história. Mas ele sabia que podia mais.

Agora, ele está em sua segunda final consecutiva e a terceira em 12 anos.

(Imagem: AP)

A Argentina disputará sua sétima decisão de Copa do Mundo — ultrapassando o Brasil (6) — e terá a oportunidade de conquistar algo ainda maior do que uma simples defesa de título.

No domingo, não estará em jogo apenas a taça de 2026.

Estará a disputa pelo trono de principal seleção mundial deste século.

A Espanha chega à final com o melhor futebol, uma invencibilidade histórica e uma geração construída durante anos.

A Argentina chega com a convicção de que pode vencer qualquer partida, em qualquer circunstância e até o último segundo.

As atuais campeãs de seus continentes frente a frente.

A última dança de Lionel Messi e a primeira de Lamine Yamal.

Prepare-se para acompanhar a história sendo escrita em Nova York.

Muita coisa muda de uma Copa pra outra

Nem precisa voltar a 1990. Basta ver uma foto de 2022 para perceber que o seu cabelo não é mais o mesmo.

No dia a dia, ninguém repara. De quatro em quatro anos, fica difícil ignorar — e isso pesa na autoestima mais do que você costuma admitir.

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Tensão em Barcelona

A casa de Lamine Yamal sofreu uma tentativa de invasão durante a semifinal da Copa do Mundo. A segurança privada do atacante acionou a polícia após identificar dois homens encapuzados tentando invadir o imóvel. Os suspeitos, que estavam com os rostos cobertos por balaclavas, fugiram antes da chegada dos agentes. A polícia já deu início às investigações. (Aprofunde)

Recorde quebrado

A CazéTV não cansa de quebrar recordes de audiência do YouTube nessa Copa do Mundo. A partida entre França e Espanha teve um pico de 24,2 milhões de aparelhos conectados, o maior número da história da plataforma. O recorde anterior também pertencia a CazéTV, na partida entre Inglaterra e Noruega, quando o pico de audiência foi de 21,2 milhões de dispositivos ao vivo. (Aprofunde)

Final nos cinemas

A CazéTV fechou uma parceria com a UCI Cinemas para transmitir a final da Copa do Mundo em várias salas de cinema ao redor do Brasil. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Ceará já estão confirmados. A grande final acontece no próximo domingo, às 16h. (Aprofunde)

Alívio espanhol

Lamine Yamal e Pedro Porro saíram de campo contra a França com dores musculares, o que assustou muitos torcedores. A Real Federação Espanhola de Futebol, no entanto, descartou qualquer lesão e disse que os dois estarão disponíveis para a grande final contra a Argentina. (Aprofunde)

“Las malvinas son argentinas”

A Seleção Argentina pode ser multada pela faixa que os jogadores exibiram após o final da partida contra a Inglaterra, que dizia: “as malvinas são argentinas”. O gesto teria violado as regras que proíbem atividades políticas no futebol. Em 2014, o mesmo aconteceu com a Argentina, que exibiu essa mensagem antes de um amistoso contra a Eslovênia. Na época, a AFA foi multada em 20 mil libras. (Aprofunde)

Final colchonera!

O Atlético de Madrid terá simplesmente 10 jogadores na final da Copa do Mundo. Seis deles defendem a Argentina: Juan Musso, Nahuel Molina, Giuliano Simeone, Julián Alvarez, Nico González e Thiago Almada. O restante atua pela Espanha: Alejandro Grimaldo, Marc Pubill, Marcos Llorente e Álex Baena. Com isso, o Atlético de Madrid é o clube com mais representantes na final, passando o Barcelona, com 8 jogadores. (Aprofunde)

Qual foi a última vez que você jogou uma pelada?

Se você pensou muito para responder, talvez o trabalho esteja tomando tempo demais.

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Sem arrependimentos, pelo menos por enquanto. Estivemos muito perto, merecíamos estar vencendo por 1 a 0. Fizemos uma das nossas melhores partidas (até ali), talvez a nossa melhor partida (…) É claro que queríamos buscar o segundo gol, mas não adianta se você não tem a bola. Ficamos muito passivos, não conseguimos manter a posse de bola. Não acho que tenha sido um problema estrutural. A partida mudou completamente e entendo que essas discussões estão acontecendo, que existem milhões de treinadores por aí que sabem mais.

Todo fã de futebol é apaixonado pela Copa do Mundo. Mas enquanto a gente se diverte com os jogos, algumas pessoas acabam ficando preocupadas: os médicos dos clubes.

Isso porque a Opta fez um estudo para ver quais são as equipes da Premier League mais “prejudicadas” pelo Mundial.

O Manchester City lidera o ranking, com 5.319 minutos disputados pelo elenco. Apenas Rodri jogou 537 minutos.

Em seguida, a lista é formada por:

  • Arsenal: 4.285

  • Liverpool: 3.471

  • Aston Villa: 2.849

  • Manchester United: 2.535 (menos que a metade do rival)

Opiniões de vocês na nossa última enquete: Qual a melhor seleção da história que não foi campeã?

“A seleção brasileira não ter ganho o título em 82, eu diria (sem medo de errar), que foi a maior injustiça que eu vi no futebol até agora.”

“O carrossel Holandês, com Cruyff liderando, era um timaço. Futebol alegre e de resultado. Merecia um título que em 1978 a Argentina tirou. ”

“Hungria de 54 foi uma das seleções mais dominantes da história e o título inédito da Alemanha uma das maiores zebras. A votação vai acabar sendo tendenciosa pela contemporaneidade e pela nossa proximidade com as seleções brasileiras, mas a Hungria sem dúvida foi a melhor não campeã.”

Chegou a hora de te ouvir. Vote na enquete abaixo e, na sequência, deixe seus comentários, pitacos e críticas.

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