

Não precisava ser tão sofrido, mas… o Brasil venceu o Japão e se classificou para as oitavas da Copa do Mundo!
A Seleção Brasileira jogou bem e mereceu a vitória, que só chegou aos 95 minutos. Pensando nisso…
Quem foi o destaque do Brasil no jogo?



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Brasil sobrevive ao caos
Seleção vence de virada o Japão e garante classificação às oitavas em partida emblemática

(Imagem: Bleacher Report, FIFA | Reprodução)
Durante 45 minutos, o Brasil caminhou à beira do abismo.
Mesmo controlando boa parte da posse de bola, a Seleção esbarrou na sólida defesa do Japão e acabou castigada em um raro contra-ataque. A jogada nasceu de uma falha de Danilo na saída de bola e terminou com Casemiro, já amarelado, incapaz de impedir a finalização de Kaishu Sano.
O intervalo chegou com um cenário assustador.
O Brasil estava sendo eliminado da Copa do Mundo ainda nos 16 avos, algo que representaria sua queda mais precoce desde 1966. Nas redes sociais, a apreensão ganhava cada vez mais volume entre os brasileiros.
Mas havia uma pessoa que parecia não compartilhar do desespero.
Carlo Ancelotti.
Enquanto o país inteiro pedia mudanças, o treinador italiano manteve a calma e confiou no amplamente questionado Casemiro.
Poucos minutos depois, foi justamente ele quem empatou a partida. O volante apareceu na área após mais um belo cruzamento de Magalhães para recolocar o Brasil no jogo.

(Imagem: Getty Images)
A insistência de Ancelotti em explorar bolas levantadas foi uma mudança clara em relação ao primeiro tempo. Se antes a equipe tentava entrar na área com passes curtos e combinações por dentro, depois do intervalo o plano mudou completamente.
Foram 28 cruzamentos na etapa final, contra apenas 12 antes do intervalo.
A pressão aumentou, o Japão começou a ceder espaço e o roteiro mudou.
Então veio outra decisão de Ancelotti.
O italiano colocou Gabriel Martinelli em campo. Para boa parte do torcedor brasileiro, ele ainda está longe de ser uma unanimidade. Mas quem acompanha o Arsenal sabe que poucos atacantes são tão decisivos saindo do banco.
Desta vez, porém, atuando mais centralizado do que costuma jogar no clube inglês, exatamente como Ancelotti desenhou.
Aos 96 minutos, Bruno Guimarães encontrou Martinelli dentro da área. O atacante marcou o gol da vitória mais tardio do tempo regulamentar da história do mata-mata das Copas do Mundo desde, pelo menos, 1966.
Enquanto o banco inteiro invadia o gramado e os torcedores brasileiros explodiam nas arquibancadas, Ancelotti praticamente não reagiu — veja aqui.
O homem que aprendeu a vencer no caos
Ancelotti se notabilizou por comandar vitórias históricas no fim das partidas. Em 2021, sua equipe (Everton) marcou um gol na prorrogação para vencer o Tottenham por 5 a 4 na FA Cup.
Sabe como o italiano reagiu? Soprando o seu café quente para esfriá-lo (clique para ver).
No Real Madrid, transformou o Santiago Bernabéu em um verdadeiro pandemônio com viradas nos instantes finais das partidas. Quem não se recorda…
Do Rodrygo entrando na semifinal de Champions League da temporada 2021/22 e marcando dois gols em menos de dois minutos no fim do 2° tempo para levar o jogo à prorrogação, e, posteriormente, ao triunfo merengue;
Do atacante Joselu entrando na semifinal de Champions League da temporada 2023/24 e marcando dois gols em quatro minutos para virar sobre o Bayern de Munique e garantir a classificação para a finalíssima.
Calma, tranquilidade, segurança, confiança…. Características que Ancelotti carrega de sobra desde o início da sua longeva carreira. Ontem, o italiano mostrou o porquê de ter sido contratado para comandar a busca do hexa.

(Imagem: FIFA)
Qualquer equipe que almeje ser campeã precisa suportar — e superar — o caos. Contra o Japão, a seleção brasileira deu provas de ter ferramentas para tais condições. Pela primeira vez, o Brasil venceu:
Um jogo de Copa do Mundo após terminar o primeiro tempo em desvantagem desde 1938;
De virada uma partida de mata-mata desde a campanha do penta, em 2002;
O sétimo jogo de mata-mata de Copa que esteve perdendo (única seleção a alcançar tal feito).
Mais do que uma classificação, o Brasil conquistou algo que não se mede em estatísticas.
Conquistou casca.
Se pudéssemos resumir em uma frase o que fica da partida de ontem, talvez a melhor seria…
HOUSTON, WE DON’T HAVE A PROBLEM!
Faltam quatro jogos! O sonho continua ainda mais vivo nos corações dos brasileiros.

Maldição do 7×1?
A Alemanha protagonizou o maior vexame desta Copa do Mundo ao ser eliminada para o Paraguai nos pênaltis depois de empatar por 1 a 1 nos 120’ de bola rolando. A seleção tetracampeã consolidou a marca de não vencer uma partida de mata-mata em Copas desde a final do Mundial em 2014. O fracasso também trouxe um número bem negativo para Manuel Neuer, um dos maiores da história. Ele se tornou, ao lado de 🇲🇽 Antonio Carbajal, o goleiro com mais partidas consecutivas sofrendo gols em toda a história da Copa do Mundo (10). (Aprofunde)
Inimiga dos pênaltis
A Holanda tinha “a faca e o queijo na mão” para avançar às oitavas: vencia o Marrocos por 1 a 0 até os 46’ do 2T, quando levou o gol de empate. Na disputa de penalidades máximas, os marroquinos perderam duas cobranças, mas os holandeses foram menos eficientes ainda — desperdiçaram três chutes e foram eliminados da Copa. Esta é a 3ª vez nos últimos quatro mundiais que a Holanda cai em disputa de pênaltis. Além disso, o país segue com a marca de não perder uma partida de Copa desde a final de 2010 contra a Espanha. (Aprofunde)
Nova dor de cabeça para Ancelotti
Depois de Raphinha, quem agora preocupa a comissão técnica brasileira é Paquetá. O meio-campista foi substituído no intervalo contra o Japão com dores musculares na coxa. Ele deve realizar exames hoje para avaliar o nível de uma eventual lesão. (Aprofunde)
Momento pra lá de emocionante
Embora eliminado, o atacante Cody Gakpo protagonizou uma das cenas mais lindas e marcantes desta edição da Copa do Mundo ao marcar o gol da Holanda apenas dois dias depois do falecimento de seu filho, em decorrência de um aborto espontâneo. (Aprofunde)
O maestro brasileiro
Com o passe para o gol decisivo de Martinelli, Bruno Guimarães alcançou a marca de quatro assistências neste Mundial, igualando o recorde de 🇩🇪 Michael Ballack (2002), 🇮🇹 Totti (2006) e 🇨🇴 Juan Cuadrado (2014) em uma única edição da Copa do Mundo neste século. Desde 1966, o único jogador brasileiro a dar mais passes para gol em uma mesma Copa foi Pelé (1970), com seis assistências. (Aprofunde)
Pontaria afiada
O zagueiro Gabriel Magalhães se tornou, ao lado de Dunga, o brasileiro com mais passes certos em uma única partida de Copa do Mundo desde 1966. Na partida contra o Japão, o camisa 3 da Seleção Brasileira completou 130 passes, 22 a mais do que seu companheiro Marquinhos no mesmo jogo. (Aprofunde)




Quanto a Mbappé, seu estilo de jogo me lembra no meu próprio auge. Ele é um dos maiores jogadores de futebol da atualidade e um herdeiro natural das lendas do esporte.


Desde 2006, a França é a única seleção campeã do mundo que venceu um jogo de mata-mata após o título.
A Itália (campeã em 2006) foi eliminada na fase de grupos em 2010 e 2014, e não se classificou para as outras edições.
A Espanha (campeã em 2010) foi eliminada na fase de grupos em 2014 e caiu nas oitavas nas edições seguintes.
A Alemanha (campeã em 2014) foi eliminada na fase de grupos de 2018 e 2022, e caiu na fase de 16 avos nessa edição.
Já a França, campeã em 2018, conseguiu chegar à final em 2022. O time de Deschamps ficou com o vice após empatar por 3×3 e perder nos pênaltis para a Argentina.

Opinião dos nossos leitores na última enquete: “Qual eliminação recente mais te machucou?”
“O 7x1 é uma aberração, mas acho a eliminação pra Croácia a mais cruel. Nosso time era melhor, tomamos aquele gol nos acréscimos e depois o fracasso nos pênaltis... muito triste”
“Sério que alguém sofreu com a eliminação de 2014? É tipo eu entrar no ringue com Mike Tyson e chorar de tristeza porque eu fui triturado no ringue huahuhauahhau”
“O time de 2006 era a melhor seleção de todos os tempos, um pecado esse time não ter ganho uma copa”

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