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Hoje tem Brasil em campo no mata-mata da Copa do Mundo!

É claro que nós já estamos preparados para comemorar a vitória da Seleção Brasileira, mas será que o nosso psicológico está pronto para uma possível eliminação? Pensando nisso…

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Japão, uma dor de cabeça enorme para a Seleção Brasileira

Equipe asiática está há 8 anos sem perder para seleções europeias e tem como principal objetivo ser campeã mundial até 2050.

(Imagem: VCG/Reprodução)

Hoje o Brasil estreia no mata-mata da Copa do Mundo em busca do tão sonhado hexa: venceu, avança. Perdeu, tá fora.

O adversário da vez é a surpreendente seleção do Japão, que tem se destacado no futebol mundial nos últimos anos. Mas para entender isso precisamos voltar um pouco no tempo…

O ano era 1991. Zico, ídolo do Flamengo, havia saído do clube em 1989 e estava sem jogar profissionalmente… até um convite inesperado chegar.

A “convocação” vinha do Japão, que na época ainda não possuía uma liga profissional. Na realidade, a J1 League foi fundada no mesmo ano, mas a primeira temporada ocorreu apenas em 1993. O fato é que, mesmo assim, Zico aceitou o desafio e foi jogar no amador Sumitomo Metals.

Só que o ex-camisa 10 da Seleção Brasileira não estava preocupado apenas em jogar bola. Afinal, Zico não queria transformar o futebol do país. Ele queria transformar a cultura.

Foi assim que o “Galinho” começou a participar de tudo dentro do clube. Tudo mesmo…

O ídolo do Flamengo passou a organizar a rotina do Sumitomo, dando orientações sobre métodos de treinamentos, estrutura dos vestiários e até mesmo a profissionalização do departamento de futebol.

(Imagem: The Asahi Shimbun / Getty Images)

Quando a primeira temporada da J1 League começou, o Sumitomo Metals era o único participante vindo da segunda divisão amadora. Logo na estreia, três gols de Zico na vitória contra o Nagoya Grampus.

O recado era simples: ele mudaria a história do futebol no país, dentro e fora de campo.

Mas se você ainda não reconheceu o clube em que Zico jogava, saiba que hoje ele é simplesmente o maior time do Japão. Isso mesmo… o Sumitomo Metals se tornou o atual Kashima Antlers.

  • O Kashima Antlers é o maior campeão da J1 League, da Copa do Imperador, da Copa da Liga Japonesa e da Supercopa do Japão.

De Zico em diante, o futebol japonês nunca mais foi o mesmo. Não à toa o Galinho é reverenciado pelos japoneses até hoje como “kamisama”, termo usado para “Deus do futebol”.

Estátua de Zico na cidade de Kashima. (Imagem: Carlos Augusto Ferrari)

Após se aposentar em 1994, Zico continuou o seu legado fora de campo como diretor técnico do Kashima Antlers e depois comandou o Japão na Copa do Mundo de 2006.

Enquanto isso, a liga japonesa recebia mais reforços internacionais, mais visibilidade e, consequentemente, mais investimentos.

Foi assim que o futebol japonês se consolidou no cenário mundial. Em 2005, a Associação Japonesa de Futebol (JFA) - a CBF deles - formulou uma declaração oficial com o principal objetivo do país: ser campeão da Copa do Mundo até 2050.

Para isso, a JFA desenvolveu um plano chamado “Japan’s Way” (que inclusive foi atualizado em dezembro de 2025). A ideia da entidade é aprimorar o futebol do país em dois níveis:

(Imagem: JFA)

  1. Elevar o nível das categorias de base, dos centros nacionais de treinamento e identificar talentos no país.

  2. Democratizar o acesso ao esporte, para que todas as crianças possam praticar o futebol desde cedo.

A FIFA reconheceu o projeto e passou a apoiá-lo por meio do “FIFA Forward”, financiando a Liga Premier Sub-18 japonesa, que reúne clubes profissionais e colégios de elite para formar a nova geração de atletas.

  • Apenas no ano passado, 25 jogadores foram contratados para a J-League através do programa, além de 32 atletas chamados para as seleções de base.

É com essa mentalidade que o Japão chega para enfrentar o Brasil. O veterano Yuto Nagatomo, de 39 anos de idade, deixou claro:

"Nosso objetivo é vencer o torneio, então temos que ganhar, independentemente do adversário".

Na última Copa do Mundo, os japoneses venceram Alemanha e Espanha, mas caíram nas oitavas para a Croácia, nos pênaltis.

Apesar disso, a equipe carrega um recorde de 8 anos sem perder para seleções europeias. A última derrota aconteceu para a Bélgica, na Copa do Mundo de 2018. Desde então, são 11 jogos, 8 vitórias e três empates.

Contra o Brasil, porém, o recorde é negativo. Foram 14 jogos entre os países na história, com 11 vitórias para a Seleção Brasileira, dois empates e um único triunfo dos japoneses, já na “Era Ancelotti” em outubro de 2025.

Hoje, o Japão tenta superar mais um obstáculo em busca do tão sonhado objetivo. O problema é que, do outro lado do gramado, eles terão “apenas” a maior seleção do mundo, que vai atrás do hexa custe o que custar.

De qualquer forma, uma coisa é certa: o Japão será uma dor de cabeça daquelas para a Seleção Brasileira. Seja hoje ou daqui a alguns anos.

O 1° nas oitavas

Em um jogo morno, mas muito equilibrado, o Candá conseguiu furar a defesa sul-africana somente nos últimos minutos de jogo para vencer a partida por 1 a 0. Com isso, os anfitriões da Copa avançaram de fase e agora aguardam o vencedor Holanda x Marrocos. (Aprofunde)

Caso sério

A FIFA anunciou que está em contato com autoridades da Nova Zelândia para investigar o possível estupro de uma mulher brasileira por Ryan Mendes, capitão da seleção de Cabo Verde. O caso relatado ocorreu no fim de março e está sob investigação desde o início de abril (Aprofunde)

Mandou investigar

A eliminação da Coreia do Sul ainda na fase de grupos tem repercutido tanto que o presidente do país pediu uma investigação do Ministério da Cultura, Esportes e Turismo para entender o que deu errado. O chefe de Estado se disse perplexo com a o resultado na Copa e afirmou que o problema não está só dentro de campo, mas também nas decisões tomadas fora dele. (Aprofunde)

Linda atitude

O portal venezuelano El Sumario divulgou ontem que Neymar realizou uma doação de aproximadamente US$ 250 mil (cerca de R$ 1,3 milhão) para ajudar as vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela. O camisa #10 do Brasil frequentemente se envolve em questões humanitárias, como na doação de R$ 20 milhões em apoio às vítimas das enchentes que atingiram o Sul do país. (Aprofunde)

É bom que eles continuem falando para motivar nosso time. Faz um mês que a gente está aqui nos EUA e, com muita humildade, estamos trabalhando rumo ao nosso objetivo. A gente deixa esse tipo de fala para os adversários. Que eles continuem falando bastante pra motivar a gente. Talvez foi um pouco de soberba da parte dele… o Brasil ainda continua sendo uma grande seleção.

Você sabia que Stephen Eustáquio, autor do gol da vitória canadense aos 46 minutos do 2T, poderia defender a seleção de Portugal?

Eustáquio nasceu no Canadá, mas se mudou para o país lusitano aos sete anos de idade. Foi lá onde ele iniciou sua carreira como profissional, defendendo clubes de menor expressão.

Em 2019, Stephen recebeu o convite para jogar pelo Canadá e disse que “a única forma de retribuir [os 7 anos que passou no país] seria jogando por eles”.

Durante o ciclo para a Copa do Mundo, Eustáquio perdeu ambos os pais no intervalo de um ano. Em abril de 2023, a mãe do atleta foi vítima de um câncer no cérebro. Um ano depois, em maio de 2024, o pai do jogador sofreu um ataque cardíaco.

Após superar todos esses desafios, Eustáquio se tornou uma referência na seleção do Canadá. Ontem, o gol nos acréscimos colocou a seleção pela primeira vez nas oitavas da Copa do Mundo.

Opinião dos nossos leitores na última enquete: “Quem será a surpresa neste mata-mata?”

“Cabo Verde. Já começa que classificou sem ganhar nenhum jogo. Capaz desse jogo dos 16 avos empatarem o jogo e passarem nos pênaltis também kkkkkk”

“Estados Unidos. Em termos de maior equilíbrio dentro de campo, tenho a sensação que a seleção americana tem se mostrado consistente para ir longe nessa copa”

“O time Japonês está muito bem preparado, vai ser a surpresa da copa. ”

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