
BOM DIA
Você provavelmente já discutiu com seus amigos no grupo do WhatsApp sobre a qualidade — ou a falta dela — do futebol brasileiro em 2026.
Ainda mais depois de quase um mês e meio assistindo aos melhores jogadores do planeta atuando lado a lado na Copa do Mundo, voltar para a “borracharia” não tem sido tarefa fácil para muitos torcedores.
Mas qual será a razão por trás disso? Para analisar este tema, trouxemos uma coluna do Bruninho, do @cenaslamentaveis — aquela página dos melhores memes do nosso futebol.
ENQUETE DO DIA

Qual brasileiro tem mais chances de ser eliminado na Liberta?
RESULTADO DA ENQUETE DE ONTEM
35% de vocês votaram em Sim, caiu muito o nível das equipes para a pergunta: “O futebol brasileiro caiu de nível comparado ao ano passado??”
→ (Sim, caiu muito o nível das equipes) “Meu São Paulo então, nem se fala. Tô com mais medo do rebaixamento do que na temporada passada.”
→ (Está um pouco pior, mas não tem tanta diferença) “Os times BR replicam o "modus operandi" do futebol atual. Vejam o exemplo do Mirassol - subiu, fez caixa, vendeu jogadores e agora oscila entre a queda e a permanência, pois no meio de cenários e planilhas, o rebaixamento pode até valer a pena para um ciclo de longo prazo. São empresas e não tem nada de errado nisso; só resta o torcedor entender isso.”
→ (Não vi absolutamente nenhuma diferença) “Olha a lista de campeões da libertadores dos últimos anos. Só tem brasileiros.”
Vamos falar de nível técnico?

(Imagem: Adriano Fontes | Flamengo)
Fiquei 30 dias assistindo a Copa do Mundo de perto, nos Estados Unidos. Atmosfera incrível, nível técnico alto, partidas emocionantes. Mas confesso que estava morrendo de saudade do nosso futebol daqui.
Eu amo o futebol brasileiro. Sou fã da atmosfera dos estádios, da história de cada clube, das rivalidades, das provocações entre as torcidas. Cresci colecionando aqueles guias do Brasileirão que a Placar fazia, decorava o elenco de todos os times. Tive um CD com os hinos dos clubes brasileiros e sei de cor quase todos, até música das torcidas dos outros times eu sabia.
Mas tenho que falar uma coisa: foi assustador ver a diferença entre o que assisti nos EUA e aqui no Brasil. Parecia outro esporte. Outro ritmo, outra intensidade, outro nível de jogo.
E aqui eu não estou comparando estádio, nem estrutura de evento não, estou falando de nível técnico mesmo. Não dá pra achar normal a seleção norueguesa ter um camisa 10 e um camisa 9 melhores que os nossos.
A arbitragem também entra nessa conta. Como nossos juízes são ruins e gostam cada vez mais de aparecer, hein? Não é só o erro, erro todo mundo comete, inclusive lá fora. É a vontade de virar protagonista que irrita todo mundo que tá em campo ou assistindo. O critério muda de árbitro pra árbitro, de jogo pra jogo. Não dá pra saber direito o que esperar de uma partida pra outra.
Alguém pode até ler isso e estranhar: "Esse aí vive endeusando futebol raiz no Cenas Lamentáveis e agora vem reclamar do nível?"
Vivo mesmo. Gosto dos estaduais, de Série C, de estádio raiz, de time pequeno eliminando time grande na Copa do Brasil, de comentarista de rádio de cidade pequena xingando o juiz ao vivo. Isso não muda. Só que gostar da experiência não é a mesma coisa que fingir que a qualidade tá boa.
São coisas separadas e dá pra defender as duas ideias ao mesmo tempo.
A CBF lançou aquele “pacote de mudanças” na regra, vi gente criticando, mas sinceramente? Eu acho válido qualquer tentativa de deixar o jogo acontecer. Vale lembrar que várias das regras de tempo já existiam há anos, só nunca foram levadas a sério por aqui de verdade. Agora parece que vai pegar.
Óbvio que o buraco é bem mais embaixo, mas a gente precisa urgentemente tomar ações para melhorar o futebol por aqui. Arbitragem, calendário absurdamente inchado, as jovens promessas indo embora cada vez mais cedo, clubes devendo bilhões e seguindo pagando caro em contratação (que normalmente é um gringo superestimado por nós aqui).
A gente paga uma fortuna pra trazer jogador mediano lá de fora, enquanto o moleque promissor da base sai às vezes até antes de estrear no profissional, porque o clube precisa “fechar a conta” no fim do ano.
Tem também a (falta de) qualidade dos gramados. Se o nível dos atletas que ficam aqui já não está essas coisas, com alguns campos dos estádios da série A fica impossível exigir mais refino. Já vi dirigentes explicando que é caro, mas eu não tenho dúvidas de que gramado bom custa muito menos que contratação ruim. Falta é prioridade mesmo.
A rotatividade de treinador também deveria entrar nessa lista. Time troca de comandante três, quatro vezes na mesma temporada e cobra resultado imediato de todos eles. Depois que demite, contrata como próximo treinador algum nome que não tem absolutamente nada a ver com o estilo de jogo e de trabalho do antecessor.
Até porque, dizem por aí que brasileiro só gosta de ganhar, né? Que a gente só valoriza o primeiro lugar, blábláblá. Eu não nego, eu sou meio assim mesmo. E entendo que parte da nossa identidade como país do futebol é justamente essa obsessão em ser o melhor. Mas pra gente voltar a ganhar, a gente precisa acordar. E rápido.
Sempre seremos o país do futebol. Mas precisamos voltar a ser os melhores nele.
TOUR DE MANCHETES

(Imagem: Rodrigo Coca | Agência Corinthians)
Fim da novela
Na noite de ontem, o Conselho de orientação (Cori) do Corinthians deu aval para a renovação de contrato com Memphis Depay, que teria aceitado abrir mão de R$ 13,7 milhões na nova proposta. O holandês deve se reapresentar hoje no CT Joaquim Grava.

(Imagem: David Zalubowski | AP)
Climão na NBA
Alguns jornalistas ESPN publicaram uma reportagem afirmando que a "não encontrou nenhuma evidência" mostrando que o dono dos Clippers usou patrocinadores para pagar a Kawhi Leonard um valor que excedia o salário máximo. Horas depois, no entanto, o porta-voz da NBA, Mike Bass, disse que a matéria "contém inúmeras e significativas imprecisões”.

(Imagem: Ricardo Duarte | Internacional)
Que vacilo gigantesco
O Internacional deixou escapar três pontos jogando no Beira-Rio ao sofrer o gol de empate do Remo no último lance do jogo (veja aqui). Mesmo com o resultado amargo, o Colorado deixou a zona de rebaixamento.

(Imagem: Getty Images)
Vem reforço por aí?
O free agent Najee Harris visitou o New York Giants. Depois de quatro temporadas consecutivas com mais de mil jardas terrestres com os Steelers, o running back sofreu uma ruptura do tendão de Aquiles no início da temporada passada, quando defendia o Los Angeles Chargers.

(Imagem: Mike Segar | Reuters)
Substituto a caminho?
Para repor a vaga do meia Rodri, o Manchester City negocia a contratação do jovem Ayyoub Bouaddi, destaque de Marrocos na Copa do Mundo. O clube inglês deve desembolsar cerca de 100 milhões de euros (R$ 583 milhões) pelo jogador. Há ainda a possibilidade de Enzo Fernández reforçar a equipe, que pode custar 140 milhões de euros.

(Imagem: Reuters)
Livin' La Vida Loca 🎶
A NFL anunciou ontem Ricky Martin e Pedro Sampaio como atrações do show do intervalo da partida entre Dallas Cowboys e Baltimore Ravens, que será disputada no Maracanã na tarde do dia 27 de setembro.

(Imagem: Getty Images)
Nem deu tempo de se iludir
O São Paulo desistiu das negociações com o atacante Jamie Vardy, campeão da Premier League com o Leicester em 2016. A diretoria entende que as pedidas do jogador de 39 anos foram “altas demais”. O clube trabalha para trazer um atacante e um meia de criação ainda nesta janela de transferências.

(Imagem: Al-Hilal)
Mal chegou e tchau
De acordo com o portal espanhol AS, o atacante Karim Benzema está negociando sua rescisão contratual com a equipe do Al-Hilal após seis meses da sua chegada no clube. A decisão de encerrar o vínculo teria partido do técnico Simone Inzaghi, que não conta com o francês para a temporada.
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