
BOM DIA
El último baile de Lionel aconteceu. Você que passou anos e anos secando o camisa #10 quando ele vestia a camisa albiceleste agora não terá mais com o que se preocupar.
Messi nunca mais irá vesti-la. Nunca mais enfrentará o Brasil. Nunca mais jogará uma partida de Copa do Mundo.
Um misto de alívio como torcedor e tristeza como espectador e amante do futebol.
Em mais uma análise, @DataFutebol traz — em números — a comprovação da grandiosa carreira do gênio de Rosário defendendo a seleção argentina.
BIG STORY
No final, ele sorriu

(Imagem: Reuters)
Na última terça-feira, aos 71 minutos, Lionel Messi ajeitou a bola na marca do pênalti e bateu de canhota no ângulo para a explosão do Monumental de Núñez.
Esse foi o 126º gol do camisa 10 pela Argentina. Mas também foi o último.
Antes, Lionel já havia deixado duas assistências: uma para Otamendi (que também se despediu da seleção) e outra para Nico Paz, uma das apostas da Argentina para o futuro da equipe.
O juiz, então, apitou. Argentina 3, Benin 0, num amistoso que só existia para Messi.
A curva que sobe no fim
Entre 2005 e 2020, Messi marcou 71 gols em 142 jogos pela Argentina. Já de 2021 a 2026, foram 55 gols em 66 partidas.
A média de gols por partida saltou de 0,50 para 0,83, enquanto a de participações diretas (gols + assistências) foi de 0,79 para 1,23.
O ano de 2022 é o ponto mais alto de qualquer recorte: 18 gols e 6 assistências em 14 jogos, sendo 7G e 3A somente na campanha do título no Catar.
🍷 Envelhecendo como vinho: Em 2026, já com 39 anos, foram 11 gols e 6 assistências em 12 partidas, sendo 8G e 4A na Copa do Mundo dos EUA.
No gráfico, fica mais evidente a contribuição de Messi (em gols) para a Argentina ano após ano (as barras em vermelho são os anos em que Lionel levantou ao menos um título pela seleção):

Fonte: messivsronaldo.app (estatísticas internacionais por ano, atualizadas em 7/10/2026).
No entanto, é importante destacar: dos 27 gols de Messi em edições de Copa do Mundo e Copa América, 16 aconteceram na fase de grupos.
O garçom dos hermanos
Além dos gols marcados, Messi se despede da seleção com 67 assistências, de longe a maior marca da seleção.
Mais que isso: o número faz de Lionel o maior assistente na história do futebol de seleções.
Algo interessante de se observar é que o ano com mais passes para gols foi 2011, quando a Argentina caiu nas quartas da Copa América — disputada em casa.
Messi passou o torneio inteiro sem marcar, mas deu três assistências. O restante do número foi somado em amistosos e eliminatórias.
E na hora do “vamos ver”? Pois bem… das 26 assistências que deu em edições de Copa do Mundo e Copa América, 18 foram nas fases de mata-mata.
Mais uma vez, o gráfico mostra a importância de Messi (agora em assistências) para a Argentina ano após ano:

Fonte: messivsronaldo.app
Somando tudo, a média de participações em gols impressiona: ao longo dos 21 anos, ela fica em 0,93 por partida.
Em nove dos últimos 15 anos, Messi teve uma participação ou mais por jogo. Desde 2022, em todos os anos a média de participação em gols foi superior a 1 por partida.
Essas são as participações em gols de Messi ano após ano pela Argentina.
Em vermelho, estão os anos cuja média foi de uma participação ou mais. Já a linha tracejada mostra a média da carreira do argentino.

Fonte: messivsronaldo.app
2016, o ano em que tudo acabou (só que não)
Em junho de 2016, depois de perder nos pênaltis para o Chile a terceira final em três anos, Messi anunciou que estava fora da seleção. Somadas à Copa América de 2007, eram quatro finais perdidas.
Cerca de seis semanas depois, porém, voltou atrás.
Até o fim de 2016, Messi havia jogado 3.054 minutos pela seleção. Neste tempo, foram 13 gols, 14 assistências, 4 finais e nenhum título conquistado.
Desde então, Lionel teve praticamente o mesmo tempo em campo (3.333 minutos), mas os números mostram uma diferença gritante: 22 gols, 16 assistências, 5 finais e quatro taças levantadas.
Além disso, a média de participações em gols subiu de 0,80 para 1,03 por jogo.

(Fonte: Opta Analyst)
Mas tudo mudou mesmo em 2018, quando Sampaoli foi demitido após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo na Rússia.
Isso porque o escolhido para substituir Sampaoli foi o auxiliar Scaloni, ex-companheiro de Messi que viria a se tornar o treinador com quem Lionel mais jogou na Argentina, com 80 jogos.
O gráfico abaixo revela como a chegada de Scaloni melhorou Lionel Messi:

(Fonte: messivsronaldo.app)
A Copa do Mundo virou casa
Nenhum jogador disputou mais partidas de Copa do Mundo do que Messi, com 34 jogos.
Lionel também é dono do recorde de participações em gols no torneio: 33, sendo 21 gols e 12 assistências.
Dois terços dessa produção vieram nas duas últimas edições: foram 22 participações entre Catar e América do Norte, com uma sequência recorde de nove jogos seguidos marcando em Copas, iniciada em 2022.

(Fonte: messivsronaldoapp)

(Fonte: Opta Analyst)
O que deixa esse número ainda mais legal é o mapa da Opta.
Podemos observar que os gols se concentram no corredor central, com a maioria acontecendo dentro da área.
Já nas assistências (12), grande parte se originou da direita para o centro.
As finais
Lionel Messi disputou nove finais com a camisa da Argentina: venceu quatro e perdeu outras cinco.

Foi bom enquanto durou… mas e agora?
Lionel Messi deixa a Argentina com 193 participações em 208 jogos, uma a cada 89 minutos em campo.
A seleção entra agora numa fase sem a referência que definiu duas décadas do time.
O fato é que a geração de Scaloni provou que sabe competir, mas boa parte dela foi montada para servir a um jogador.
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