BOM DIA

Hoje vamos falar sobre a história do futebol no Brasil.

Começou na elite, mas terminou no povo. Começou preconceituoso, mas terminou no povo. Começou nichado, mas terminou no povo.

Afinal, a quem pertence o futebol?

Quem traz essa reflexão é o jornalista esportivo Maurício Mendes, que escreve há anos sobre times históricos do futebol.

ENQUETE DO DIA

Qual o time mais PIPOQUEIRO do Brasil?

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RESULTADO DA ENQUETE DE ONTEM

34% de vocês votaram em Internacional como resposta para a pergunta: “Entre os grandes com risco de rebaixamento, quem você escolheria para cair?”

→ Internacional: “Espaçou na última rodada do ano passado e não aprendeu com os erros, será que já não devia ter caído?”

→ Corinthians: “Reforço pra serie B.”

→ São Paulo: “Assim o Flamengo terá caminho livre - e a certeza - de que é o maior time do Brasil.”

→ Vasco: “Penso q é o pior time.”

→ Grêmio: “Anda muito mal das pernas no Brasileirão e vai dividir forças com a copa do Brasil”

O futebol pertence a quem?

(Imagem: Reprodução | Internet)

O ano era 1921. A Seleção Brasileira se preparava para disputar o Sul-Americano em Buenos Aires. O presidente era Epitácio Pessoa.

O elenco ainda não havia sido definido. Epitácio, então, resolveu sugerir algo. O plantel do Brasil deveria ser formado inteiramente por jogadores brancos.

A justificativa era curta e grossa. Nosso país deveria ser representado no exterior por sua “melhor sociedade”. O preconceito era evidente. E também revelava o futebol como forma de projetar a imagem de uma nação.

O acesso ao esporte não era tão simples. Era coisa da elite. Mesmo assim, o público nos estádios já estava maior. Jogadores e árbitros já eram cobrados. Até mesmo vaiados. Em pouco tempo, a sociedade estava envolvida no tal “esporte estrangeiro”.

Enquanto isso, o futebol começou a chegar na classe mais baixa. Claro, era rústico. Os estádios davam lugar às pastagens. As bolas eram feitas de bexigas de boi. Mas não aquelas importadas. Era futebol raiz. Era outro futebol.

Elenco do Brasil no Sul-Americano de 1921. (Imagem: Arquivo | O GLOBO)

Alguns anos se passaram. O presidente agora era Getúlio Vargas. O Brasil havia recebido um alto número de imigrantes. E isso impactou também o futebol.

Vargas queria superar a “falta de pertença nacional”. Mas a bola já havia chegado aos pés dos operários. Já havia quebrado os muros — pelo menos inicialmente — do preconceito. Social e racial. Já havia ganhado os primeiros tons do verdadeiro futebol brasileiro.

Mas deixa eu voltar uns anos. Porque havia surgido um rapaz. Arthur Friedenreich. Filho de mãe negra e pai alemão, branco. Só que ele não era um jogador comum. E, por ser um dos melhores da época, aquele filho miscigenado acabou se tornando uma referência no país.

Enquanto isso, um tal de Sport Club Corinthians Paulista surgia no Brasil. Assim como Friedenreich, não era um clube qualquer. Afinal, o elenco deveria ser formado apenas por populares.

O estatuto era claro. “Local aberto a todos, não se observando nacionalidade, religião ou política”. O clube era do povo. Para o povo.

A popularidade do futebol só aumentava. Dia após dia. Agora já estamos em 1962. O Brasil acaba de se tornar bicampeão mundial. Os protagonistas? Pelé e Garrincha.

(Imagem: Reprodução | Internet)

Brancos? Da elite? “Como deveria ser”? Não. Muito pelo contrário. Mané era de uma família humilde. Filho de um homem indígena, seus pais tiveram que deixar as tribos no estado de Alagoas para começar uma vida nova no Rio.

Com Pelé, a mesma coisa. Só que em Minas Gerais. Antes de ser jogador de futebol, foi entregador de botas. Vendedor de pastéis. Engraxate. O que desse.

Essa dupla aprendeu a jogar bola na rua. Não foi no gramado. Foi no asfalto. Não era gol. Era chinelo. “Mas pera lá. Se nossas referências são negras e de origem pobre, por que a elite branca diz que o futebol pertence a eles?” Muitos devem ter se perguntado.

O futebol não era mais um esporte. Era uma forma de comunicação com o povo. As pessoas marginalizadas agora se identificavam com os jogadores. Eles não eram mais atletas. Eram heróis. Eram inspiração. Eram esperança de uma vida melhor.

Até mesmo na ditadura, o futebol estava lá. Num dos momentos mais cruéis da história do nosso país, tinha Reinaldo. Tinha Sócrates. Tinha Tostão. Tinha Casagrande. Tinha João Saldanha. Tinha Zenon. Ídolos de muitos. Dentro e fora de campo.

(Imagem: Reprodução | Corinthians)

Pouco a pouco, a mensagem ficava clara: O futebol não pertencia à elite. Na realidade, nunca pertenceu. Talvez eles quisessem ter o controle, mas a bola não queria isso.

A bola sabia que precisava chegar na fábrica. Na periferia. Nos pastos. Nos colégios. A bola ganhou novos sotaques. Novas formas de jogar. Novos carinhos. O futebol não era mais “coisa lá de fora”. Não era mais “coisa da elite”. O futebol era do povo. O futebol era brasileiro.

Até tentaram botar um preço no esporte que amamos. Tentaram vender a alma do futebol. Tentaram jogar no lixo séculos de história. Ainda bem que isso não aconteceu.

O futebol não pertence a uma pessoa. Não pertence a uma classe. Pertence a quem fez dele o que ele é. Pertence ao povo.

Escrito por Maurício Mendes

ASPAS DO DIA

Abel deve tudo ao Palmeiras, não o Palmeiras deve tudo ao Abel.

Felipe Melo, no programa Seleção SporTV
VÍDEO DO DIA

Acho que o Griezmann não se adaptou ao calor de Orlando. Só acho.

TOUR DE MANCHETES

(Imagem: Tottenham)

Férias remuneradas?

O atacante Richarlison não conseguiu sair do Tottenham, mas ainda quer deixar o clube. O problema é que a maioria das janelas já fechou, e o brasileiro corre o risco de ficar “encostado” no Spurs até o fim do ano. Times brasileiros demonstraram interesse no jogador, mas Richarlison não deseja voltar agora. O atacante tem contrato até junho de 2027 e pode assinar um pré-contrato com qualquer clube a partir de dezembro.

(Imagem: Gustavo Aleixo | Cruzeiro)

Austrália, pode esperar…

12 jogadores que atuam no futebol brasileiro já foram confirmados na pré-lista de Carlo Ancelotti para os amistosos contra Austrália e Índia. São eles: Otávio, Jonathan Jesus, Zé Lucas, Matheus Pereira e Kaio Jorge (Cruzeiro); Hugo Souza, Matheuzinho, André e Breno Bidon (Corinthians); Pedro e Samuel Lino (Flamengo) e Gabriel Bontempo (Santos).

(Imagem: Raphael Zarko)

Sorria, você está sendo filmado

Mais da metade dos clubes da Premier League possui scouts no Brasil. Arsenal, Chelsea e Crystal Palace, inclusive, possuem mais de um representante cada no país. Além disso, a MLS também está investindo em scouting e possui profissionais até em clube da segunda divisão.

(Imagem: Luiz Erbes | AGIF)

Já vi essa novela antes…

Alessandro Barcellos, presidente do Internacional, estaria tentando convencer Abel Braga a voltar para o comando técnico do clube. Barcellos sofre o momento de maior pressão para demitir Paulo Pezzolano.

(Imagem: Reprodução | Internet)

Mudança no topo?

Rybakina está a apenas uma vitória do número 1 na categoria feminina do tênis. Ontem, a cazaque venceu mais uma partida e avançou às quartas do US Open. Para não depender de outros resultados, Rybakina precisa apenas chegar na semifinal da competição. Vale lembrar que Sabalenka está no topo do ranking mundial desde outubro de 2024.

(Imagem: Gualter Fatia | Getty Images | Licensed by Google)

De malas “plontas”

O Flamengo liberou Éverton Cebolinha em meio a negociações com outros clubes e o atacante está fora da partida contra o Independiente del Valle. Apesar das sondagens de Botafogo e Santos, a prioridade do jogador é o exterior. O Krasnodar, da Rússia, é tido como destino mais provável.

NO QUE ESTAMOS CLICANDO
AGENDA DO DIA

🎾12h30 US Open (quartas): 🇧🇾 Sabalenka x Noskova 🇨🇿 | ESPN 2 e Disney+

13h45 Champions League: Club Brugge x Aston Villa | TNT e HBO Max

16h00 Champions League: Real Madrid x Internazionale | SBT, TNT e HBO Max

16h00 Champions League: Porto x Manchester City | Space e HBO Max

16h00 Champions League: Borussia Dortmund x Villarreal | Youtube TNT Sports

19h00 Libertadores (quartas): Fluminense x Platense | ESPN

19h00 Sul-Americana (quartas): Santa Fe x Vasco | Paramount+

21h30 Sul-Americana (quartas): Boca Juniors x São Paulo | SBT, YouTube e ESPN

🎾21h30 US Open (quartas): 🇺🇸 Shelton x Alcaraz 🇪🇸 | ESPN 2 e Disney+

OPINIÃO DO LEITOR

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